ESTUDANTES DA REDE ESTADUAL LANÇAM REVISTA EM QUADRINHO COM TEMÁTICA DE COMBATE AO RACISMO Ricardo Lemos 18 de maio de 2026 Educação, Notícias Histórias de resistência, identidade e protagonismo negro ganham forma através de desenhos, roteiros e personagens criados por estudantes da Escola Estadual Professora Mariinha Tavares, localizada no bairro de Pernambués, em Salvador. O resultado está estampado na Revista em Quadrinhos Tereza de Bengala, lançada nesta quinta-feira (14). A publicação reúne produções dos alunos do 8º ano do Ensino Fundamental, desenvolvidas a partir do projeto “Julho das pretas: somos todas Tereza”, realizado em 2025 e inspirado na trajetória de luta da líder quilombola Tereza de Benguela. O evento integrou as celebrações do 14 de maio, data que marca o dia seguinte à abolição da escravatura no Brasil, ocorrida em 13 de maio de 1888. O dia simboliza o início de uma longa caminhada da população negra por dignidade, reconhecimento e oportunidades após a abolição. Cerca de 110 estudantes participaram da programação, marcada por apresentações culturais de música, dança e teatro, além da exibição de um curta-metragem. As atividades promoveram momentos de reflexão sobre ancestralidade, representatividade e valorização da cultura afro-brasileira no ambiente escolar. Esta é a segunda edição da revista em quadrinhos produzida pela unidade escolar. A primeira publicação foi lançada em 2025 e homenageou Luiz Gama, reforçando a proposta da escola de utilizar a arte e a produção escrita como ferramentas de valorização da história e da cultura negra. A idealizadora do projeto, Bárbara Vergas, professora de História da escola, idealizadora do projeto, destacou o impacto pedagógico e social da proposta. “A ideia desse trabalho é transformar o 14 de maio em um momento permanente de reflexão dentro da escola, mostrando aos estudantes que a população negra precisou construir seus próprios caminhos de resistência e conquista. As revistas em quadrinhos nasceram desse processo e têm fortalecido muito a autoestima dos alunos, porque eles percebem que são capazes de produzir, criar e contar histórias que também fazem parte da nossa memória e sociedade.” As atividades promoveram momentos de reflexão sobre ancestralidade, representatividade e valorização da cultura afro-brasileira no ambiente escolar. Ainda durante o evento, os estudantes-autores da revista participaram de uma sessão de autógrafos e compartilharam com os colegas o orgulho de ver suas histórias publicadas. Deixe uma resposta Cancelar resposta Seu endereço de email não será publicado.ComentarNome* Email* Website