OFICINAS E SHOW DE LAZZO MARCAM SEGUNDO DIA DO ENCONTRO BAIANO DE LIVRO, LEITURA E MEMÓRIA, DA FUNDAÇÃO PEDRO CALMON Ricardo Lemos 30 de abril de 2026 Cultura, Notícias Ao longo desta terça-feira (28) foram realizadas intervenções artísticas, mais de dez oficinas técnicas e painel na Biblioteca Central; shows de Satyra e Lazzo fecharam o dia Trocas de conhecimento, painel, intervenções artísticas e shows. Assim esta terça-feira (28) no Encontro Baiano de Livro, Leitura e Memória, que celebra os 40 anos da Fundação Pedro Calmon (FPC/Secult-BA). O dia teve início com o grupo A Pombagem, que protagonizou um espetáculo em meio à Biblioteca Central do Estado da Bahia, enaltecendo a arte “que pulsa nas vielas, nas ruas e favelas”. Fonte/Crédito Lucas Rosário – Ascom FPC/SecultBa Depois, o público presente assistiu ao painel “Falas Inspiradoras”, mediado pelo diretor-geral da FPC, Sandro Magalhães. Compuseram a mesa a historiadora Wlamyra Albuquerque, referência nacional nos estudos sobre escravidão e pós-abolição; a professora Henriette Gomes, destaque na área de Ciência da Informação e mediação do conhecimento; o professor Arivaldo Sacramento, com atuação em filologia, linguística e estudos de gênero e raça; e o jornalista e escritor Ricardo Ishmael. Na ocasião, eles debateram o papel do livro, da leitura e da memória na construção de uma sociedade mais crítica, inclusiva e democrática. “Esse trabalho que Sandro e toda a equipe têm feito à frente da FPC é revolucionário. Nós, que somos autores e autoras, e circulamos pelos eventos literários da Bahia, nos variados territórios, estamos vendo esta revolução acontecer. Existe uma consciência e interesse em descentralizar o recurso, de interiorizá-lo, de fazer com que o recurso circule e chegue à ponta, chegue aos agentes culturais para que as coisas aconteçam”, comentou Ishmael. Fonte/Crédito Lucas Rosário – Ascom FPC/SecultBa Oficinas: dinâmica e pluralidade Também neste segundo dia de evento foram realizadas 11 oficinas, que aconteceram simultaneamente e reuniram 300 participantes de todo o estado em diferentes espaços. Diretamente de Ichu, no interior da Bahia, Josileide Santos participou da oficina “Como Contar e Encantar Histórias: a Biblioteca como Lugar de Ludicidade e Descobertas”, conduzida por Patrícia Almeida. “Trabalho com crianças, adolescentes e idosos. Vim para aprimorar os conhecimentos e buscar novas ideias e propostas para fortalecer a biblioteca pública do meu município – a Biblioteca Padre Leopoldo Garcia”, disse. Na parte que tange às memórias, a oficina “Pequenos Restauros em Papel”, com Renato Carvalho, do Iphan, reuniu interessados em recuperar livros e documentos, passando pelo tratamento e higienização. “Há uma infinidade de técnicas. A gente descobre no momento que está examinando o livro e, a partir daí, vê qual melhor se aplica. Pode ser uma velatura, uma reenfibragem…”, explicou Carvalho. Ele destacou a importância do trabalho, crucial para o processo de tombamento dos terreiros de candomblé e comunidades quilombolas. Com a construção do VLT, documentos que estavam guardados na rede ferroviária da Calçada foram transferidos para o Iphan. A partir daí, foram tratados e acondicionados da melhor forma. “Foram esses documentos que deram origem ao processo de tombamento dos terreiros de candomblé e dos quilombos da Bahia. Hoje já temos 11 terreiros tombados e mais alguns em processo de estudo”, disse. Fonte/Crédito Lucas Rosário – Ascom FPC/SecultBa Música com Satyra Carvalho e Lazzo Matumbi Por fim, após o encerramento das oficinas, a artista Satyra Carvalho animou os inscritos e convidados na Biblioteca Central, com um repertório que passeou pelo axé e pela MPB. Em seguida, a cantora ainda deu uma palhinha com o cantor e compositor Lazzo Matumbi, que trouxe sucessos que ficam ainda mais marcantes em sua voz potente, como “14 de maio” e “Me Abraça e Me Beija”. Fonte/Crédito Lucas Rosário – Ascom FPC/SecultBa Deixe uma resposta Cancelar resposta Seu endereço de email não será publicado.ComentarNome* Email* Website
Trocas de conhecimento, painel, intervenções artísticas e shows. Assim esta terça-feira (28) no Encontro Baiano de Livro, Leitura e Memória, que celebra os 40 anos da Fundação Pedro Calmon (FPC/Secult-BA). O dia teve início com o grupo A Pombagem, que protagonizou um espetáculo em meio à Biblioteca Central do Estado da Bahia, enaltecendo a arte “que pulsa nas vielas, nas ruas e favelas”. Fonte/Crédito Lucas Rosário – Ascom FPC/SecultBa Depois, o público presente assistiu ao painel “Falas Inspiradoras”, mediado pelo diretor-geral da FPC, Sandro Magalhães. Compuseram a mesa a historiadora Wlamyra Albuquerque, referência nacional nos estudos sobre escravidão e pós-abolição; a professora Henriette Gomes, destaque na área de Ciência da Informação e mediação do conhecimento; o professor Arivaldo Sacramento, com atuação em filologia, linguística e estudos de gênero e raça; e o jornalista e escritor Ricardo Ishmael. Na ocasião, eles debateram o papel do livro, da leitura e da memória na construção de uma sociedade mais crítica, inclusiva e democrática. “Esse trabalho que Sandro e toda a equipe têm feito à frente da FPC é revolucionário. Nós, que somos autores e autoras, e circulamos pelos eventos literários da Bahia, nos variados territórios, estamos vendo esta revolução acontecer. Existe uma consciência e interesse em descentralizar o recurso, de interiorizá-lo, de fazer com que o recurso circule e chegue à ponta, chegue aos agentes culturais para que as coisas aconteçam”, comentou Ishmael. Fonte/Crédito Lucas Rosário – Ascom FPC/SecultBa Oficinas: dinâmica e pluralidade Também neste segundo dia de evento foram realizadas 11 oficinas, que aconteceram simultaneamente e reuniram 300 participantes de todo o estado em diferentes espaços. Diretamente de Ichu, no interior da Bahia, Josileide Santos participou da oficina “Como Contar e Encantar Histórias: a Biblioteca como Lugar de Ludicidade e Descobertas”, conduzida por Patrícia Almeida. “Trabalho com crianças, adolescentes e idosos. Vim para aprimorar os conhecimentos e buscar novas ideias e propostas para fortalecer a biblioteca pública do meu município – a Biblioteca Padre Leopoldo Garcia”, disse. Na parte que tange às memórias, a oficina “Pequenos Restauros em Papel”, com Renato Carvalho, do Iphan, reuniu interessados em recuperar livros e documentos, passando pelo tratamento e higienização. “Há uma infinidade de técnicas. A gente descobre no momento que está examinando o livro e, a partir daí, vê qual melhor se aplica. Pode ser uma velatura, uma reenfibragem…”, explicou Carvalho. Ele destacou a importância do trabalho, crucial para o processo de tombamento dos terreiros de candomblé e comunidades quilombolas. Com a construção do VLT, documentos que estavam guardados na rede ferroviária da Calçada foram transferidos para o Iphan. A partir daí, foram tratados e acondicionados da melhor forma. “Foram esses documentos que deram origem ao processo de tombamento dos terreiros de candomblé e dos quilombos da Bahia. Hoje já temos 11 terreiros tombados e mais alguns em processo de estudo”, disse. Fonte/Crédito Lucas Rosário – Ascom FPC/SecultBa Música com Satyra Carvalho e Lazzo Matumbi Por fim, após o encerramento das oficinas, a artista Satyra Carvalho animou os inscritos e convidados na Biblioteca Central, com um repertório que passeou pelo axé e pela MPB. Em seguida, a cantora ainda deu uma palhinha com o cantor e compositor Lazzo Matumbi, que trouxe sucessos que ficam ainda mais marcantes em sua voz potente, como “14 de maio” e “Me Abraça e Me Beija”. Fonte/Crédito Lucas Rosário – Ascom FPC/SecultBa