DIÁLOGOS ECOSSISTÊMICOS REÚNE DIFERENTES SETORES PARA DISCUTIR FUTURO DA BTS Ricardo Lemos 18 de agosto de 2026 Educação, Notícias Representantes de comunidades tradicionais, poder público, academia, terceiro setor, iniciativa privada, cooperativas de reciclagem, coletivos e sociedade civil se reuniram na Marina da Penha, em Salvador, para discutir caminhos para o fortalecimento da Baía de Todos-os-Santos (BTS) e dos territórios costeiros. O encontro integrou o 12º episódio da série Diálogos Ecossistêmicos, promovida pela Associação de Mulheres do Mar (AMMAR), e reuniu cerca de 50 participantes em torno de temas como Governança Azul, Turismo Regenerativo, Inteligência Coletiva, Cooperação, Economia Circular e Cultura Oceânica. A programação promoveu a troca de experiências e conhecimentos sobre o território, com foco na construção de soluções que conciliem conservação ambiental, inclusão social, valorização cultural e desenvolvimento econômico. Para Jacqueline Moreno, diretora de Sustentabilidade da AMMAR e coordenadora da série Diálogos Ecossistêmicos, é justamente a conexão entre esses diferentes atores que dá sentido à iniciativa. “O 12º Diálogos Ecossistêmicos reafirma que a transformação acontece quando diferentes setores se conectam. Reunir comunidades, academia, poder público, empresas e sociedade civil é fortalecer a Governança Azul e construir, coletivamente, novos caminhos para a Baía de Todos-os-Santos”, afirma. Entre as convidadas desta edição estiveram Duda Lomanto, secretária do Mar de Salvador, e Heloísa Braga, comunicadora especializada em Turismo e idealizadora do Programa Passaporte, que participaram como Mulheres Impulsionadoras. A proposta foi ampliar o diálogo sobre os desafios e as oportunidades relacionados ao mar e aos territórios costeiros da BTS. Na segunda parte da programação, o Coletivo Mulheres no Timão composto por Jacqueline Moreno, Adriana Muniz e Anna Paula Greck conduziu uma Oficina Livre da Década do Oceano. Divididos em grupos, os participantes analisaram as transformações ocorridas no território a partir de três períodos: o cenário anterior ao início da Década do Oceano, em 2021; os avanços e desafios observados entre 2021 e 2026; e as prioridades para o período de 2027 a 2030. “A Oficina Livre foi um espaço de escuta e construção coletiva. Ao refletirmos sobre o que éramos antes de 2021, o que avançamos e quais são nossas prioridades até 2030, reunimos diferentes saberes para pensar o futuro dos nossos oceanos. Essas contribuições agora seguem para fortalecer essa agenda”, destaca Adriana Muniz, integrante do Conselho de Notáveis da AMMAR e coordenadora da série Diálogos Ecossistêmicos. As contribuições produzidas pelos grupos serão sistematizadas e encaminhadas ao Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (INPO), contribuindo para os debates sobre a agenda dos oceanos durante a Conferência da Organização das Nações Unidas (ONU), que será realizada em abril de 2027, no Rio de Janeiro. Articulação entre diferentes setores A Marina da Penha, da Marinas PORTMAR, recebeu o encontro e apoiou a infraestrutura e a realização da programação. A iniciativa contou ainda com o apoio do Village Itaparica e da Wilson Sons, parceiros que contribuíram para viabilizar o encontro “lixo zero” e fortalecer a agenda de diálogo e cooperação relacionada ao mar e aos territórios costeiros. A articulação entre organizações da sociedade civil, comunidades, academia, poder público e iniciativa privada esteve entre os eixos do encontro, a partir da compreensão de que os desafios relacionados à BTS exigem participação de diferentes setores e integração de conhecimentos. “Ao reunir experiências e perspectivas distintas sobre um mesmo território, o 12º Diálogos Ecossistêmicos coloca em discussão uma Governança Azul baseada na participação social e no reconhecimento da Baía de Todos-os-Santos como espaço de vida, cultura, trabalho, conservação, turismo, esporte e geração de oportunidades”, avalia Jacqueline Moreno. Sobre a AMMAR A Associação de Mulheres do Mar (AMMAR) é uma organização da sociedade civil que atua na promoção da cidadania, da justiça socioambiental e do desenvolvimento sustentável. Por meio de ações de educação, mobilização social, fortalecimento de lideranças e articulação entre diferentes setores da sociedade, a entidade desenvolve iniciativas voltadas à valorização dos territórios, à conservação dos ecossistemas e à construção de comunidades mais resilientes, inclusivas e participativas. Entre seus projetos está a série Diálogos Ecossistêmicos, que promove debates sobre temas estratégicos para o futuro das cidades, das comunidades e do meio ambiente. Por Líliam Cunha/ Foto by Fernanda Vital Deixe uma resposta Cancelar resposta Seu endereço de email não será publicado.ComentarNome* Email* Website