PIX POR APROXIMAÇÃO DEIXA DE TER TETO DE R$ 500 A PARTIR DESTA QUINTA Ricardo Lemos 1 de outubro de 2026 Notícias, Política Cliente definirá novo limite com o banco O Pix por aproximação passa a ter novas regras a partir desta quinta-feira (1º). O Banco Central (BC) retirou o teto específico de R$ 500 por transação para essa modalidade de pagamento. Com a mudança, o cliente poderá pedir ao banco o aumento ou a redução dos limites aplicados às operações, que continuarão sujeitos às regras de segurança de cada conta. A alteração foi estabelecida pela Instrução Normativa BCB nº 746, publicada pelo Banco Central em junho. A medida também alcança transações realizadas por Código QR, chaves de acesso e operações iniciadas pela jornada sem redirecionamento (JSR) do Open Finance (mecanismo de compartilhamento de dados entre instituições financeiras). Na prática, o fim do teto de R$ 500 não significa que o usuário poderá fazer pagamentos de qualquer valor automaticamente. O limite continuará sendo determinado pelas configurações de segurança e pelos valores estabelecidos para cada cliente. O que muda Até agora, o Pix por aproximação tinha uma restrição específica: cada transação realizada pela modalidade não poderia ultrapassar R$ 500. A partir de 1º de outubro: o teto fixo de R$ 500 deixa de existir; o cliente poderá pedir aumento ou redução dos limites; os pagamentos poderão superar R$ 500, desde que estejam dentro dos limites da conta; o banco deverá disponibilizar uma ferramenta de gerenciamento no aplicativo; as regras gerais de segurança do Pix continuam valendo. Não haverá, portanto, um novo teto único para substituir os R$ 500. Um cliente poderá fazer uma transação de R$ 600 ou de R$ 1 mil por aproximação se o limite de sua conta permitir. Como ajustar A mudança do limite será feita pelo aplicativo da instituição financeira. A ferramenta deverá permitir que o cliente gerencie os valores autorizados para esse tipo de operação. O procedimento pode variar conforme o banco, mas a lógica será: acessar o aplicativo da instituição; localizar as configurações do Pix; acessar a área de limites ou gerenciamento do Pix por aproximação; pedir o aumento ou a redução do valor permitido; seguir as etapas de autenticação exigidas pelo banco. A retirada do teto específico de R$ 500, portanto, não elimina os mecanismos de proteção contra movimentações suspeitas. Como funciona O Pix por aproximação utiliza a tecnologia NFC, que permite a comunicação entre o celular e a máquina de pagamento sem a necessidade de digitar dados. Disponível desde fevereiro de 2025, a modalidade pode ser usada diretamente pelo aplicativo do banco ou por carteiras digitais compatíveis. Para usar o recurso por meio de uma carteira digital, é necessário primeiro vincular a conta bancária ao serviço. Para ativar abra a carteira digital do celular; escolha a opção de vincular uma conta; aplicativo do banco será acionado; autorize a vinculação do Pix por aproximação. Depois de configurado, o pagamento segue uma dinâmica semelhante à de um cartão cadastrado no celular. Para pagar informe ao estabelecimento que fará o pagamento via Pix; confira os dados e o valor da cobrança; aproxime o celular da máquina; faça a autenticação exigida; confirme o pagamento. Dependendo da configuração do banco e da carteira digital, pode ser necessário autenticar a operação antes da conclusão. Atenção aos golpes A possibilidade de realizar pagamentos maiores por aproximação exige atenção redobrada do usuário. Como o celular pode concluir a operação sem que seja necessário abrir o aplicativo bancário em determinadas situações, é importante conferir o valor e os dados da cobrança antes de autorizar o pagamento. Entre os principais cuidados estão: conferir o valor exibido na maquininha e no celular; verificar o estabelecimento antes de aproximar o aparelho; manter bloqueio de tela e mecanismos de autenticação ativos; não entregar o celular desbloqueado a terceiros; acompanhar as notificações das transações; revisar periodicamente os limites configurados no aplicativo do banco. Modalidade em expansão Criado pelo Banco Central em 2020, o Pix se consolidou como um dos principais meios de pagamento utilizados no país. Em agosto, o sistema movimentou mais de R$ 3,73 trilhões e registrou cerca de 8,11 bilhões de transações. O Pix por aproximação, no entanto, ainda engatinha para conquistar o interesse do usuário. Em agosto, a modalidade registrou apenas 2 milhões de transações, apenas 0,06% do total de operações no mês. Apesar da baixa adesão, o volume de transações do Pix por aproximação cresce de forma expressiva. Em janeiro, o total de operações na modalidade somou 1,06 milhão. Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil Deixe uma resposta Cancelar resposta Seu endereço de email não será publicado.ComentarNome* Email* Website