“VOZES DA BAHIA” SE DESTACA NA BIENAL 2026 E REAFIRMA COMPROMISSO DA FUNDAÇÃO PEDRO CALMON COM A COMUNIDADE LITERÁRIA BAIANA Ricardo Lemos 17 de abril de 2026 Cultura, Notícias A programação desta quinta-feira (16) na Bienal do Livro 2026, evidenciou a potência do projeto Vozes da Bahia, iniciativa do Governo do Estado, por meio da Fundação Pedro Calmon (FPC/SecultBA), que vem garantindo espaço, visibilidade e oportunidade para escritores baianos, especialmente as novas e novos autores que estão avançando no cenário literário. O Auditório Vozes da Bahia movimenta, amplia o acesso e valoriza a diversidade de narrativas que emergem dos mais diferentes territórios do estado. Ao todo, a FPC através de edital e em parceria com escritores, editoras, coletivos, leva mais de 200 autores e autoras de toda a Bahia a participarem da Bienal por meio do projeto. Pela manhã, sob mediação de Lorena Ribeiro, o encontro reuniu Simone de Moura (Jacobina), Betania Rita Fernandes (comunidade quilombola de Irecê), Eliecim Fidelis (Salvador), Betinho (Saubara), Joseane Santana (Itabuna/IFBaiano Valença) e Aurineide Andrade (comunidade rural de Mutuípe). O momento foi marcado por trocas sensíveis e representativas da pluralidade baiana. “Aqui tem pessoas de lugares bem variados. Fico muito feliz com essa visibilidade e valorização que o espaço Vozes da Bahia está proporcionando”, destacou a mediadora. Ainda durante a manhã, o escritor Eliecim Fidelis ressaltou a importância da iniciativa: “Percebemos o esforço do Governo da Bahia para fazer isso dar certo, e torcemos para que essa proposta permaneça e seja apenas uma das muitas oportunidades para os escritores baianos”. Já no período da tarde, a mediação ficou por conta de Ane Kethleen Pataxó, reunindo os autores Jacqueline Santos (Salvador), José Carlos Cabral (Amargosa), Jamil Catilá Jr. (Feira de Santana), Alfredo Gonçalves Neto (Valença), Ionã Scarante (Nazaré) e Leandro Oliveira (Feira de Santana), consolidando mais um momento de valorização das narrativas e vozes do território baiano. Entre as falas que marcaram o dia, a escritora Aurineide Andrade celebrou a oportunidade de participação: “Estou muito feliz pela FPC nos dar esse presente, o qual não tem preço. Eu estou na Bienal! Estou muito feliz! Obrigada, FPC! Obrigada, Governo da Bahia! Obrigada, Ministério da Cultura!”. Estar na Bienal do Livro, com a sua presença, mostrando sua obra, para encontrar outros autores, e oficialmente, estar em um espaço tão importante de distribuição de livros como a Bienal, pra gente é significativo demais, pois é declarar de fato, uma maior democratização de acesso à literatura. Marco para a política do livro e leitura na Bahia O diretor-geral da Fundação Pedro Calmon, Sandro Magalhães, ressaltou que a iniciativa do Vozes da Bahia marca o compromisso do Governo do Estado com a expansão das políticas de livro e leitura. “A FPC está completamente à disposição para desempenhar ações conjuntas no campo do livro e da leitura. Tudo isso parte de um desejo muito forte, de que tenhamos uma Bahia cada vez mais literária. É missão do Governo da do Estado, e é um desejo de autores, dos coletivos, dos saraus, das editoras baianas, das editoras universitárias. Somos uma grande comunidade literária em defesa do livro, da leitura, da memória, de todos os territórios. Estamos fazendo esse ano, a Bienal com a maior quantidade de autores baianos presentes. Isso é um marco histórico, e queremos avançar muito mais nas próximas bienais”. Com uma grade que abrange desde a literatura indígena, saraus, até os desafios da era digital, o Governo da Bahia promove uma programação diversa na Bienal do Livro Bahia 2026, que acontece de 15 a 21 de abril, no Centro de Convenções de Salvador. As ações estarão espalhadas em quatro espaços do evento: no Auditório Vozes da Bahia, Café Literário, Estande e no Espaço Infantil. CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA 17/04 14h – Turma da Jaquinha – Histórias e músicas com Emília Nuñez e Grupo Ciranda 19/04 14h às 16h – Programação especial de Literatura para as Infâncias Auditório: Quadrinhos, Poesia e Identidade Foco em narrativas visuais, literatura indígena e vozes da Bahia. 18/04 14h – Quero ser um quadrinista, por onde começar? – Com Alana Vilas Boas (Dyo), Hugo Canuto, Daniel Cesart e Anderson Shon 19/04 9h – Quadrinho é só coisa de criança? – Com Dan Borges, Isabella Ismile, Bruno Marcelo e Oliver Borges 21/04 9h – Temas e dilemas da Literatura Baiana (Academia de Letras da Bahia) – Com Ruy Espinheira Filho, Evelina Hoisel e Marcus Vinícius Rodrigues 13h30 – Literatura indígena: textos, contextos e sarau – Com cacique Juvenal Payayá, Ademario Payayá, Ezequiel Vitor Tuxá, Casé Angatu e Ane Kethleen Pataxó Mesas Temáticas (editoras e coletivos) A força das editoras baianas, universitárias e independentes. 16/04 9h30 – A Universidade também escreve ficção – com representantes da Editus, Edufba e UESB 17/04 9h – Território e literatura: lugares que escrevem histórias – Com Kota Gandaleci, Jandi Barreto e Vitório Tibiriçá 20/04 18h – Quando o conhecimento é a rua: universidade, território e prática social – com Patricia Carla Galvão, Adriana Nogueira e Fernanda Mota. 19h – Educação Antirracista – com Elisa Oliveira, Cajé e Kalypsa Brito 21/04 18h – A história por trás da história (Coletivo Raiz Livraria) – Com Alexandre Poeticus, D. Cleusa, Emanusa, Fernando e Sérgio Estande do Governo – Secretaria de Educação da Bahia (SEC) Destaque para a produção estudantil e de professores da rede estadual. 15/04 a 17/04 Apresentações diárias (manhã e tarde) dos estudantes e professores vencedores do projeto TAL – Tempo de Artes Literárias Ações “Vozes da Bahia” no auditório: mediações diárias com autores como Bruno Santana, Lorena Ribeiro, Ana Fátima e Kuma França. Ascom FPC Fotos: Vanessa Andrade e Rute de Jesus – Ascom FPC Deixe uma resposta Cancelar resposta Seu endereço de email não será publicado.ComentarNome* Email* Website