Agitador cultural e DJ baiano participa do Pôr do Jau, em Lisboa, e inicia nova frente de circulação do movimento O Pente pela Europa

Depois de uma intensa agenda entre Brasil e França, o agitador cultural e DJ baiano Uran Rodrigues, idealizador e curador do movimento cultural O Pente, desembarca em Portugal para sua primeira apresentação no país.

A estreia acontece nesta 18 de setembro, em Lisboa, durante o Pôr do Jau, levando para terras lusitanas uma pesquisa musical que atravessa diferentes territórios da música preta brasileira, com referências ao pagodão baiano, samba, funk, axé, ijexá, afrobeats e outras sonoridades da diáspora negra.

A chegada a Portugal acontece depois de uma sequência de apresentações que começou no Brasil. No dia 4 de setembro, Uran esteve no Mundo Pensante, em São Paulo, com O Pente. No dia seguinte, participou da Flipeba, em Boipeba, na Bahia. Já na Europa, passou por Paris, onde integrou a programação da tradicional Lavage de Madeleine, no dia 13, e se apresentou no L’Embuscade Pigalle, no dia 15.

Agora, Lisboa marca um novo capítulo dessa circulação internacional.

A apresentação no Pôr do Jau também abre caminho para a construção de novas conexões entre a cena cultural brasileira e Portugal. A proposta é aproveitar a passagem pelo país para aproximar artistas, produtores, espaços culturais e públicos interessados na produção musical brasileira e nas expressões contemporâneas da diáspora negra.

“É a nossa primeira vez tocando em Portugal e chegar aqui com essa música preta brasileira, depois de passar por Paris, é muito simbólico. A ideia é criar conexões, conhecer novos espaços e construir novas agendas para o O Pente por aqui. Quero que essa seja a primeira de muitas vindas”, afirma Uran Rodrigues.

Criado em Salvador, O Pente vem construindo uma trajetória marcada pela celebração da música preta e pelo encontro entre diferentes expressões culturais. O movimento conecta música, dança, moda, gastronomia, estética e ancestralidade, tendo como uma de suas características a aproximação entre Brasil, África e América Latina.

A estreia em Portugal amplia esse percurso e coloca Lisboa como um novo ponto de conexão para o projeto, que segue buscando novas possibilidades de circulação internacional.

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