No Dia do Educador Ambiental, a startup SOLOS, destaca o papel da prática na construção de novos hábitos e na mobilização de comunidades

O aprendizado sobre meio ambiente pode começar dentro da escola, mas seu impacto não precisa terminar nos muros da instituição. No Dia do Educador Ambiental, celebrado em 15 de outubro, a SOLOS, startup de impacto que atua com soluções para a economia circular, chama atenção para a importância de transformar informação em ação. Por meio de iniciativas que aproximam escolas, estudantes e comunidades, a organização estimula crianças e jovens a levarem o conhecimento para o cotidiano, envolvendo famílias e contribuindo para mudanças nos hábitos de consumo, descarte e reciclagem.

A importância desse trabalho ganha dimensão diante dos desafios da gestão de resíduos no Brasil. Segundo o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2025, da Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (ABREMA), o país gerou 81,6 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos em 2024, mas apenas 8,7% desse volume foi encaminhado à reciclagem. Além disso, 40,3% dos resíduos tiveram disposição final inadequada, cenário que reforça a necessidade de ampliar a conscientização e o acesso a práticas corretas de descarte.

Entre essas iniciativas estão os mutirões de limpeza, gincanas, contação de histórias e outras atividades lúdicas com finalidade pedagógica, que complementam os conteúdos teóricos trabalhados em sala de aula com experiências práticas. As ações buscam aproximar estudantes de diferentes cidades, faixas etárias e realidades socioeconômicas dos conceitos de gestão de resíduos, estimulando a compreensão sobre a importância da separação, do descarte correto e da reciclagem, além do papel de cada um na construção de uma sociedade mais sustentável e justa.

“A educação ambiental ganha força quando deixa de ser apenas informação e passa a fazer parte da experiência de vida das pessoas. Quando um estudante participa de uma ação, entende como separar os materiais e percebe para onde aquele resíduo vai, ele passa a enxergar seu próprio papel nesse processo. E esse conhecimento não fica na escola: chega em casa, envolve a família e pode mobilizar toda uma comunidade”, afirma Saville Alves, fundadora da SOLOS.

Conhecimento que se transforma em prática

A escola ocupa uma posição estratégica nesse processo. Crianças e jovens podem atuar como multiplicadores, compartilhando o que aprendem e estimulando novas conversas e mudanças de comportamento entre familiares e pessoas próximas.

Para a SOLOS, experiências como essas mostram que um dos desafios é fazer com que a conscientização não termine junto com uma atividade ou campanha. Para gerar mudanças duradouras, o conhecimento precisa estar relacionado a situações concretas do cotidiano e encontrar espaço para ser colocado em prática.

Nesse processo, o educador ambiental exerce um papel fundamental ao aproximar questões amplas de decisões cotidianas, como separar corretamente os materiais, compreender o destino dos resíduos e incorporar novos hábitos à rotina. É essa conexão entre informação, prática e participação que pode fazer uma ação educativa ultrapassar os limites da escola e alcançar todo o território.

“Não basta dizer que é preciso reciclar. Precisamos criar oportunidades para que as pessoas aprendam de forma prática, lúdica e participativa. O “aprender brincando” é uma ferramenta poderosa para despertar o interesse, facilitar a compreensão e mostrar, desde cedo, que pequenas atitudes fazem a diferença. Quando envolvemos escola e comunidade, criamos uma rede: o estudante aprende, compartilha em casa e leva esse conhecimento para o seu território. É assim que a educação ambiental ultrapassa a sala de aula e contribui para mudanças reais de comportamento”, destaca Saville Alves.

Sobre a SOLOS:

A SOLOS é uma startup de impacto que atua junto a territórios e marcas para apoiá-los na superação dos desafios relacionados à economia circular. Por meio de sistemas inteligentes, conteúdos e experiência e reciclagem em grande eventos, a companhia promove o descarte correto de embalagens pós-consumo, melhorando a vida de todos: dos catadores às tartarugas marinhas. Em nove anos, a empresa já realizou parcerias com marcas como Ambev, Braskem, iFood, Nubank e Coca-Cola e coletou mais de 2 mil toneladas de resíduos, gerando R$10 milhões em renda para os catadores.

Crédito: Marina Alfaia

Site: www.alimentesolos.com.br/ Instagram: @alimentesolos

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