PLANOS DE SAÚDE E CÂNCER: O QUE PODE E O QUE NÃO PODE SER NEGADO AO PACIENTE Ricardo Lemos 8 de abril de 2026 Notícias, Saúde No dia 8 de abril é celebrado o Dia Mundial de Luta Contra o Câncer, data que reforça a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do acesso adequado ao tratamento. No Brasil, além dos desafios médicos, pacientes oncológicos frequentemente enfrentam entraves jurídicos para garantir direitos básicos, como acesso a medicamentos, cobertura de terapias inovadoras e realização de exames essenciais. Diante desse cenário, a especialista em Direito da Saúde, Anna Júlia Goulart, comenta: “Embora o World Cancer Day tenha, no cenário internacional, o seu marco hoje consolidado em 4 de fevereiro, o 8 de abril permanece, no Brasil, como data amplamente evocada em campanhas e comunicações institucionais voltadas à conscientização sobre o câncer, à prevenção, ao diagnóstico precoce e à necessidade de acesso oportuno ao tratamento.” “Todavia, a centralidade desta data não reside apenas em sua dimensão simbólica. Ela impõe à sociedade e às instituições um exercício de responsabilidade moral e jurídica diante da realidade do paciente oncológico, cuja existência passa a ser atravessada, de forma abrupta, pela vulnerabilidade, pela incerteza e pela urgência. Em oncologia, a postergação não é uma abstração procedimental: é fator de agravamento clínico, de sofrimento humano e, em hipóteses extremas, de comprometimento da própria possibilidade terapêutica. Por isso, assinalar esta data, no contexto brasileiro, é mais do que aderir a uma campanha de conscientização; é reafirmar, com a solenidade que o tema exige, que nenhuma pessoa em tratamento contra o câncer pode ser relegada à espera, à indiferença ou à resistência indevida do sistema, porque a tutela da vida, da saúde e da dignidade do paciente não comporta hesitação.” A especialista também pode abordar temas como: Negativas indevidas de cobertura por planos de saúde; Fornecimento de medicamentos de alto custo pelo SUS; Rol da ANS e seus impactos nos tratamentos; Tempo de espera para diagnóstico e início do tratamento; Judicialização da saúde e seus reflexos no acesso à terapia. Fonte: Anna Júlia Goulart – Graduada em Direito pela Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI), Anna Júlia possui pós-graduação em Direito à Saúde pelo Instituto Israelita Albert Einstein e atualmente é mestranda em Direito Constitucional no Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP Brasília). Fonte: M2 Comunicação Jurídica Deixe uma resposta Cancelar resposta Seu endereço de email não será publicado.ComentarNome* Email* Website