CRIANÇAS PODEM PRECISAR DE ATÉ 15 TENTATIVAS PARA ACEITAR UM NOVO ALIMENTO Ricardo Lemos 25 de agosto de 2026 Gastronomia, Notícias Nutricionista orienta como tornar esse processo mais leve e aumentar as chances de sucesso Convencer uma criança a experimentar legumes, verduras ou frutas nem sempre é fácil. A recusa costuma preocupar pais e responsáveis, mas faz parte do desenvolvimento infantil. O tema ganha importância diante do cenário da saúde no país: atualmente, um em cada três brasileiros de 0 a 9 anos apresenta excesso de peso, segundo o Panorama da Obesidade em Crianças e Adolescentes, do Instituto Desiderata, com base em dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN). Segundo Raquel Senna, professora de nutrição do IBMR, integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil, o Ecossistema Ânima, esse comportamento é chamado de neofobia alimentar e costuma ocorrer entre os 2 e os 6 anos. “Nessa fase da vida, o cérebro infantil tem a tendência de desconfiar do que é desconhecido, como um mecanismo natural de proteção. A aceitação de um novo alimento, em geral, depende da exposição repetida, sem pressão sobre a criança. Alguns estudos mostram que pode levar, em média, de 8 a 15 exposições para que a criança aceite um novo alimento. O importante é que essas experiências sejam positivas para as crianças”, explica. A orientação é oferecer o alimento diversas vezes, em preparações diferentes, sem obrigar a criança a comer. Também ajudam atitudes como envolver os pequenos no preparo das refeições, levá-los à feira, apresentar os alimentos de forma atrativa e servir novidades junto de opções que eles já conhecem. O exemplo dos pais e cuidadores também influencia a aceitação. Em contrapartida, insistir para que a criança coma, transformar a refeição em um momento de conflito, preparar outro prato diante da primeira recusa ou oferecer sobremesas como recompensa podem dificultar esse processo. Esconder legumes e verduras em bolos, molhos ou panquecas também deve ser uma estratégia pontual. Embora aumente o consumo de nutrientes em alguns casos, ela não favorece o reconhecimento dos alimentos nem a familiaridade com seus sabores e texturas. “Se a criança descobre que os alimentos foram ‘escondidos’, pode contribuir para a perda de confiança. O ideal é usar essas estratégias de forma pontual, mas de preferência manter a exposição visível dos alimentos, ou seja, continuar oferecendo os legumes e verduras em sua forma natural, nas diferentes preparações, para que a criança os reconheça e associe sabor e textura”, ressalta. A nutricionista destaca que a aceitação acontece de forma gradual. Por isso, o mais importante é respeitar o tempo da criança e tornar as refeições uma experiência tranquila, sem pressão ou negociações. Sobre o IBMR O Centro Universitário IBMR é integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), o IBMR é a segunda melhor instituição de ensino privada do estado do Rio de Janeiro, com campus localizados na Barra, Botafogo e Catete. São 52 anos de tradição em ensino superior, oferecendo mais de 60 opções de graduações nas modalidades presencial, semipresencial e EAD. O IBMR evidencia seu comprometimento com a educação, democratizando o acesso ao Ensino Superior por meio da disponibilização de uma ampla carteira de cursos digitais em diversos polos dentro e fora do Rio de Janeiro. A instituição também estimula a educação continuada, oferecendo cursos de pós-graduação lato sensu e extensão. Sobre a Ânima Educação Com o propósito de transformar o Brasil através da educação, a Ânima é o maior e mais inovador ecossistema de educação e impacto para o Brasil, com um portfólio de marcas valiosas e um dos principais players de educação continuada na área médica. A companhia é composta por cerca de 360 mil estudantes, distribuídos em 18 instituições de ensino superior e aproximadamente 380 polos educacionais em todo o país. Integradas ao Ecossistema Ânima também estão marcas especialistas em suas áreas de atuação, como HSM, HSM University, EBRADI, Le Cordon Bleu São Paulo, SingularityU Brazil, Inspirali, Community Creators Academy, Learning Village — primeiro hub de inovação e educação da América Latina — e Instituto Ânima. Desde 2013, a companhia está listada na Bolsa de Valores no segmento Novo Mercado, que reúne empresas com os mais elevados padrões de governança corporativa. Em 2023, a Forbes, uma das mais respeitadas publicações de negócios e economia do mundo, incluiu a Ânima entre as 10 companhias mais inovadoras do país. Além disso, a Presidente, Paula Harraca, foi reconhecida como Executiva de Valor na categoria Educação, na edição de 2026 do Prêmio Executivo de Valor, que destaca os gestores que mais se destacam à frente de empresas e organizações. Foto capa by aprender-brincando.com Deixe uma resposta Cancelar resposta Seu endereço de email não será publicado.ComentarNome* Email* Website