Richarlison deu um belo cartão de visitas e marcou os dois gols da seleção no jogo.

O caminho para o hexa não poderia começar melhor. No estádio de Lusail, palco que abrigará a grande final da Copa do Mundo do Catar, o Brasil fez sua estreia no Mundial diante da Sérvia e mandou a zebra trotar longe daquele gramado. Ao contrário das rivais Argentina e Alemanha, a Seleção Brasileira venceu os sérvios por 2×0 e mantém firme os planos de passar sem sustos na fase de grupos.

E para um jogador que nunca havia disputado uma partida de Copa do Mundo, a partida contra a Sérvia foi um belo cartão de visitas para Richarlison. O atacante do Tottenham balançou as redes duas vezes, manteve a fase artilheira e mostrou porquê Tite não abriu mão de sua escalação no time titular.

O treinador foi a campo com uma escalação totalmente inédita – e ofensiva. Tite optou por colocar Vinícius Jr. no time titular, sacando Fred, volante, do meio-campo e recuando Lucas Paquetá para a posição. Com isso, o ponta do Real Madrid atuou pelo lado esquerdo, enquanto Neymar ficou à frente como um ‘10 clássico’.

E a escolha por Vini Jr. tinha um principal objetivo: apostar na boa fase do jovem jogador, que estreou em Copas do Mundo, e, taticamente, explorar os espaços na defesa sérvia ao longo dos 90 minutos.

Essa escalação pode ser considerada inédita porque, apesar dessa formação do meio já ter sido testada, a linha de defesa estava diferente. No amistoso contra Gana, o penúltimo antes da estreia, as laterais foram formadas por Alex Telles e Éder Militão, enquanto nesta quinta-feira (24) Alex Sandro e Danilo fizeram os lados de campo.

E a escolha por Vini Jr. tinha um principal objetivo: apostar na boa fase do jovem jogador, que estreou em Copas do Mundo, e, taticamente, explorar os espaços na defesa sérvia ao longo dos 90 minutos.

Como era esperado, a formação tática da Sérvia impôs à seleção brasileira algumas dificuldades. A começar pela estatura da equipe europeia, que é de 1,88m, e dificulta qualquer movimentação de bola aérea e lançamento em profundidade. A saída era, de fato, buscar jogadas em velocidade para quebrar a linha de marcação com cinco homens armado pelo técnico Dragan Stojkovic.

Nos dez primeiros minutos, o jogo foi muito disputado no meio-campo, sem chances para qualquer um dos lados. Dali em diante a Seleção cresceu, minou as investidas da Sérvia e passou a ter a bola, chegando a bater mais 60% de posse em quase toda a primeira etapa.

Coma a bola, a equipe tinha dificuldades para passar da linha de marcação, tanto que a primeira finalização próxima do gol saiu apenas aos 34 da fácil para o goleiro Vanja Milinkovic-Savic encaixar.

Antes disso, outra oportunidade de dentro da área saiu com uma infiltração de Vini Jr. nas costas da defesa sérvia, mas Vanja levou a melhor mais uma vez e saiu do gol para tirar a bola rasteira. De fora da áreas as chances vieram dos pés de Neymar, que tentou gol olímpico, e Casemiro, mas sem levar tanto perigo à meta adversária

Na defesa, Alisson pouco tocou na bola e a cobertura pelas laterais também funcionou. A Sérvia não finalizou nenhuma bola na meta brasileira

O segundo tempo voltou como terminou a primeira etapa, mas dessa vez o Brasil finalmente furou o bloqueio da defesa da Sérvia. O atacante do Real Madrid chamou a responsabilidade e, a todo momento, chamava jogadas individuais pelo lado esquerdo do campo. E foi daí que saíram os gols.

No primeiro tento a bola saiu da direita com Neymar, que trouxe para o lado oposto, até que a redonda ficou para Vini Jr, que bateu muito forte de chapa. Dessa vez, Vanja não segurou e deu rebote. Richarlison, que não tinha finalizado no jogo até então, apareceu pela primeira vez e fez valer a máxima do centroavante: no lugar certo e na hora certa. O camisa 9 só precisou deixar a perna, a bola bateu e entrou na rede. 1×0 para seleção e festa no Brasil e no Catar!

Daí em diante a seleção brasileira tava muito mais facilidade de chegar ao ataque. Acertou bolas de fora da área com o próprio Vini, Casemiro e Alex Sandro.

O jogo ficou de vez na mão do Brasil quando Vinícius Jr. partiu pela esquerda, cruzou na área e Richarlison fez um golaço. Disparado o mais bonito da Copa do Mundo até aqui. Foi um gol para apresentar Richarlison àquele torcedor que só vê futebol de 4 em 4 anos. O camisa nove matou a bola, girou e acertou o voleio na meta da Sérvia. 2×0 no placar e caminho aberto para a vitória.

Tite aproveitou a vantagem para mexer no time, colocou em campo outros nomes do ataque como Gabriel Jesus, Rodrygo, Antony e Martinelli. Além de Fred, que entrou no meio-campo no lugar de Paquetá.

A Sérvia estava vendida e pouco assustou até o apito final. A partida mostrou a força coletiva do Brasil, que tem muito equilíbrio entre defesa e ataque e, nas individualidades, pode desequilibrar muito o jogo. Contra qualquer adversário.

Conteúdo Correio

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