A Santa Casa de Misericórdia de Valença trouxe à público nesta terça-feira (03) sua preocupação com os impactos gerados após o encerramento das atividades da Unidade de Coleta da HEMOBA no município, ocorrida em agosto de 2025. A decisão, que previa medidas compensatórias para garantir o abastecimento de sangue, não vem apresentando os resultados necessários para assegurar a continuidade da assistência hospitalar com segurança.

Entre os principais pontos, destaca-se o não cumprimento de ações compensatórias, como a realização de uma coleta mensal em Valença por meio do Hemóvel, ação que seria fundamental para manter os estoques mínimos de sangue e estimular a doação no próprio município.

Além disso, o fornecimento de hemocomponentes pela unidade de Santo Antônio de Jesus não está ocorrendo de forma satisfatória, tanto em regularidade quanto em volume, o que tem gerado sérias dificuldades para o funcionamento pleno da unidade hospitalar.

Como consequência direta, a Santa Casa já precisou cancelar procedimentos cirúrgicos importantes devido à indisponibilidade de sangue, colocando em risco a assistência aos pacientes e gerando insegurança para a população que depende exclusivamente do hospital para atendimentos de urgência e emergência.

Outro fator preocupante é a baixa adesão dos doadores e familiares de pacientes ao deslocamento até Santo Antônio de Jesus para realizar doações. As dificuldades de transporte, custos e logística têm impedido que muitos cidadãos mantenham o hábito solidário da doação de sangue, enfraquecendo o abastecimento regional.

Diante desse cenário, a Santa Casa de Misericórdia de Valença encaminhou pata a Hemoba novo ofício, no último dia 30 de janeiro, cobrando soluções e defende a reabertura da Unidade de Coleta da HEMOBA no município como medida essencial para garantir a segurança assistencial da população do Baixo Sul. “A instituição se coloca, inclusive, à disposição para colaborar na viabilização de parte da equipe necessária ao funcionamento da unidade, reforçando nosso compromisso com a saúde pública e com a construção de soluções conjuntas”, disse o diretor geral, Marcos Antônio Silva.

Marcos ressalta que a manutenção de uma unidade de coleta em Valença não é apenas uma questão operacional, mas uma necessidade sanitária, considerando que a Santa Casa é o único hospital com porta de emergência no município e referência para toda a região.

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